Cavernas do Petar



- Carvenas do Petar

........................................................

- Caverna do Diabo

........................................................

- História do Petar

........................................................

- Esportes Praticados

........................................................

- Notícias sobre o Petar

........................................................

- Pousada das cavernas

........................................................

- Contato

NO VALE DA ILUSÃO

UMA VIAGEM SUBTERRÂNEA AO PASSADO

REVISTA CAMINHOS DA TERRA – SETEMBRO 92 - Por Tânia Rabello

Para alcançar a misteriosa Gruta da Ilusão, num trecho ainda inex­plorado do Vale do Ribeira, no sul de São Paulo, pesquisadores seguem as pistas deixadas por um gigantesco desmoronamento ocorri­do há milhares de anos na região que concentra o maior número de ca­vernas brasileiras. A expedição passou por algumas das grutas que  re­sistiram a esse desabamento, confirmando os indícios de que faziam parte de um mesmo conjunto de cavernas, e conferiu a altura exata do pórtico da Ilusão: nada menos do que 56 metros, o equivalente a um edifício de vinte andares.

Antes do desabamento, as grutas eram uma só

As marcas da água
O solo rico em rocha calcária cede à ação da água que ao longo de milênios, transforma continuamente o relevo do parque. Dentro das cavernas, as esculturas brancas brotam do chão e do teto, nas formas mais diversas.

O Vale da Ilusão ainda não faz parte de ne­nhum mapa, pelo ótimo motivo de que ele nem existe oficialmente. Na verdade, é um grande cânion que resultou de desmoronamentos ocorridos mi­lhares de anos atrás na parte nor­te do Parque Estadual Turístico do Alto Ribeira, o Petar, que fica no extremo sul do Estado de São Paulo, a 350 quilômetros da capi­tal. Ali, o solo é rico em rocha cal­cária e, por isso, bastante sensível à ação dos lençóis freáticos. Não é à toa que o Petar é um parque cheio de cavernas: a água deixa suas marcas nas montanhas, abrindo galerias, perfurando-as de uma extremidade a outra e até mesmo fazendo-as desabar.

No Vale da Ilusão, o rastro do desmoronamento pode ser seguido pelo Rio Temimina. conhecido também por Pescaria, que atra­vessa uma série de grutas (Temi­mina l, 2 e 3, Desmoronada. Sete Lagos e Ilusão). Antes do cânion, acredita-se, todas faziam parte de uma mesma caverna. Hoje são grutas isoladas que se revelam aos poucos aos espeleólogos, os es­tudiosos das entranhas da terra. A peça menos conhecida desse, foi o principal objetivo da última mis­são espeleológica no Petar.

Apesar de receber grupos cres­centes de turistas, o Petar ainda guarda locais virgens e de difícil acesso. É o caso da região dessas grutas, ao norte, cuja preservada Mata Atlântica ainda está cheia de palmeiras juçara, espécie quase dizimada pelos apanhadores de palmito, e de figueiras com 30 me­tros de altura e até 15 metros de diâmetro na base do tronco. O ma­caco mono-carvoeiro e a ave jacu-tinga, bichos raros, também têm sossego por ali.

Nessa região do parque as tri­lhas não ficam abertas por muito tempo. Pouco exploradas, logo se confundem com a mata fechada. É assim a trilha que leva à enorme e misteriosa entrada da Gruta da Ilusão, descoberta em abril de 1989 por um grupo de espeleólogos (estudiosos de cavernas) do Clube Alpino Paulista, mas que ainda não havia sido objeto de ne­nhuma pesquisa. Com três anos de atraso — uma demora plena­mente justificável, já que os espeleólogos financiam suas próprias expedições —, um dos descobrido­res da gruta, o produtor gráfico Roberto Brandi, voltou à região com outros dois pesquisadores amadores, o comerciante Cássio Cosentino e o biólogo José Marcos de Oliveira.

PERNOITE NA GRUTA
A viagem tinha missão específica: medir a altura do pórtico (en­trada) da Gruta da Ilusão. O cami­nho seria o mesmo trilhado por Brandi e os outros pioneiros de 1989: a partir da entrada secundá­ria do parque, conhecida por Nú­cleo Caboclos — a portaria princi­pal fica no Núcleo Santana, ao sul —, uma caminhada de duas horas e meia no meio da mata até a Gruta Desmoronada, que é um atalho natural para o cânion que esconde a Gruta da Ilusão.

No início, a trilha é plana, ladeada de capim baixo e cortada por pequenos riachos de água po­tável. É o trecho aberto aos turistas. Mas, a partir da Gruta Pescaria, que está a uma hora do Núcleo Caboclos, a caminhada definitivamente deixa de ser um pas­seio. Pela trilha que o mato já escondeu de novo e precisa ser reaberta a facão, são quatro quilômetros pela floresta até a escuridão da Desmoronada, onde o grupo chega no final da tarde. É o lugar ideal para a expedição passar a noite: o Rio Temimina, depois de serpentear no interior da montanha, ressurge exatamente nessa entrada da gruta, descoberta em 1966. Das outras duas entradas conhecidas da Desmoronada, uma levará, no dia seguinte, ao Vale da Ilusão.

The dial is replica watches made of bright dark blue sapphires, with 144 brilliant cut diamonds set in the center of the replica watches uk dial, and 58 Wesselton diamonds set in 18k white gold bezel to replica watches sale brighten the starry blue night sky. Montblanc Bao Xi series of external frame Tourbillon thin watch with festive festival bloom dazzling light, bright and elegant, "Bao Xi female" Radiant look and replica watches online self-confidence and independence.

Para garantir a iluminação na caverna, todos usam lanternas e capacetes especiais, acoplados a reatores de carbureto – um composto industrial à base de minérios, que em contato com a água produz o gás acetileno, inflamável. Em cima de uma lona plástica, que isola a umidade do chão,  

A corrida as CAVERNAS

Criado em 1958, no momento em que a grande presença de calcário na região atraía cada vez mais o interesse de mineradoras, o Parque Estadual Turístico do Vale do Ribeira é a maior província espeleológica do país, com 278 cavernas identificadas numa área de 35 712 hectares. As grutas foram quase todas descobertas por grupos amadores de pesquisas, auxiliados por moradores locais. Filiados ò Sociedade Brasileira de Espeleologia, já são 47 os grupos que atuam no Petar, cada um se dedicando a um território específico e competindo entre si na busca de informações. As grutas mais acessíveis aos turistas são a Santana, Morro Preto, Água Suja, do Couto, da Laje Branca e do Alambari de Baixo, nas imediações do Núcleo Santana; e as do Chapéu, do Chapéu Mirim l e 2, das Aranhas, do Monjolinho e da Arataca, no Núcleo Caboclos. A visita às áreas de estudo ou a qualquer outra caverna do parque, inclusive a Casa de Pedra, que tem o maior pórtico do mundo, com 175 metros de altura, só deve ser feita com a presença de guias os desbravadores jogam as mochi­las com os sacos de dormir e lan­cham, esperando a noite. A escuri­dão total apressa o sono, e o grupo exausto dorme catorze horas, só despertando às oito da manhã, quando uma nova refeição — leite em pó misturado com água do rio, sanduíches de queijo com pão inte­gral, castanhas de caju, amendoim e maçã — abre o segundo dia da expedição.

A caminhada dentro da gruta segue o curso do Rio Temimina até um paredão de cinco metros de altura, portão de entrada para sa­lões imensos, claramente abertos por desmoronamento provocado pela infiltração de água na rocha calcária.

A medida que se avança em di­reção à outra entrada da Desmoronada, o barulho do rio vai diminuindo. Em alguns trechos ele se esconde dentro da caverna, abrin­do salões subterrâneos e inacessí­veis, que algum dia poderão aflorar, com mais desmoronamentos. Não só o rio, mas também a água que se infiltra incessantemente através da rocha calcária, vindo de fora da montanha e gotejando em praticamente todas as partes, continua a modificar a gruta, num trabalho paciente e ininterrupto, formando estalactites, estalagmites e as esculturas mais inusitadas — os espeleotemas, no jargão dos pesquisadores das cavernas. Conforme o aspecto que assumem, essas esculturas naturais são co­nhecidas como flores de caverna, pérolas, represas de travertino, cortinas, colunas. Uma decoração caprichosa, construída gota a gota ao longo de milhares de anos.

Apesar de o caminho ser bas­tante acidentado, chegar à Gruta da Ilusão por dentro da montanha, através da Desmoronada, é a me­lhor opção, segundo Brandi: "Lá fora o terreno é inclinadíssimo e o mato, muito fechado", explica. A luz do sol reaparece e provoca be­líssimos efeitos sobre os estalactites milenares, enquanto a expedi­ção desce por um escorregadio ter­reno úmido, para depois subir uma rampa inclinada de argila solta, com no mínimo cem metros. Surge, então, a saída para o câ-nion. E, meia hora depois de cami­nhada na mata, a entrada da Gru­ta da Ilusão. É uma gigantesca perfuração retangular na monta­nha que resistiu ao desmorona­mento. Cássio, Brandi e José Mar­cos olham para o buraco com reve­rência, antes de preparar a subida até o alto do pórtico.

VINTE ANDARES

Para os desbravadores de caver­nas, técnicas e equipamentos de al­pinismo são essenciais. Os três so­bem sem problemas e prendem nas árvores próximas mais resis­tentes as cordas que servirão para medir a altura da boca da caver­na. Divertem-se pendurados ali, posando para as fotos e imaginan­do a dimensão exata do pórtico. Não há dúvida de que é uma en­trada menor que a da Gruta Casa de Pedra, que fica também no Petar, um pouco mais ao sul, e é a maior do mundo que se conhece, com nada menos do que 175 me­tros de altura. Uma abertura tão grande que seria capaz de abrigar o maior edifício do Brasil, o Mi­rante do Vale, em São Paulo, que tem 170 metros e 51 andares. Mas o pórtico da Gruta da Ilusão é su­ficientemente grande para tam­bém entrar na lista dos maiores do planeta.
Descendo por uma das cordas, Cássio faz uma marca com caneta no ponto em que começa o buraco da gruta, outra na parte em que o cabo toca o chão e constata: são 56 metros, o equivalente a um prédio de 20 andares. A informação é anotada para entrar no cadastro que, desde 1958, com a criação do Petar, já identificou 278 cavernas no parque. É um número respeitá­vel, que faz do Petar a maior pro­víncia espeleológica do país, com cerca de 90% das grutas conheci­das de São Paulo. Mas isso é pouco em relação ao que ainda não foi descoberto no vasto território bra­sileiro, dizem os pesquisadores. Por isso eles só pensam em uma coisa na viagem de volta, que é feita no mesmo dia, logo depois da refeição e de uma breve comemo­ração na boca da caverna: preparar a próxima expedição.

Copyright © 2011 - Cavernas do Petar - Todos os direitos reservados.
cialis originale cialis svizzera kamagra oral jelly kamagra svizzera comprar kamagra viagra sin censura viagra original jintropin preis somatropin kaufen hgh kaufen hygetropin kaufen jintropin kaufen jintropin hygetropin bestellen kigtropin jintropin kigtropin jintropin hgh achat
parajumpers gobi parajumpers homme doudoune parajumpers homme peuterey prix doudoune duvetica ugg bebe duvetica doudoune parajumpers outlet barbour pas cher doudoune peuterey belstaff pas cher moncler takki barbour takki canada goose takki canada goose ale woolrich takki parajumpers takki canada goose suomi moncler praha canada goose bunda barbour bunda moncler bunda